O corpo humano reduz funções vitais nos momentos finais da vida, com alterações na respiração, consciência e sensações, segundo especialistas.
Nos momentos que antecedem a morte, o organismo diminui o apetite, a sede e aumenta a sonolência para economizar energia. A respiração torna-se irregular, alternando entre ciclos profundos e pausas longas, podendo surgir o chamado “ronco da morte”, causado pelo acúmulo de secreções na garganta e pulmões, que não costuma causar desconforto ao paciente, conforme explica a oncologista Daniélle Amaro.
A equipe médica pode adotar medidas como reposicionamento do corpo, aspiração leve das vias aéreas e uso de medicações para reduzir secreções e aumentar o conforto, especialmente para aliviar a angústia de familiares. A geriatra Polianna Souza afirma que a audição costuma ser preservada até perto do fim, por isso recomenda-se que familiares continuem falando com o paciente, pois ele pode perceber palavras e sons.
Em casos raros, ocorre a lucidez terminal, quando pacientes debilitados recuperam temporariamente a capacidade de falar e interagir, permitindo despedidas. O geriatra Edison Iglesias Vidal destaca que a desidratação natural pode liberar substâncias que promovem sedação e sensação de bem-estar, tornando a transição menos dolorosa.
Após a morte, os músculos relaxam, a pele perde cor e o rigor mortis aparece entre 12 e 18 horas depois, conforme o processo natural do corpo.


