O governo de São Paulo iniciou uma operação de queima controlada em unidades de conservação do Cerrado Paulista. A técnica, aplicada com critérios técnicos e meteorológicos, visa reduzir o risco de grandes incêndios florestais e estimular a regeneração da vegetação nativa, segundo a Fundação Florestal.
Em 2025, as ações preventivas cobriram aproximadamente 500 hectares em 9 unidades de conservação, resultando em redução drástica na ocorrência de incêndios de alta severidade. Para 2026, a Fundação Florestal obteve autorização para expandir as intervenções em 22 áreas mapeadas, totalizando mais de 507 hectares manejados. As queimas ocorrerão em unidades como os parques estaduais Furnas do Bom Jesus e Juquery, além de estações ecológicas como Assis, Jataí, Luís Antônio e Itirapina.
“A queima prescrita é uma técnica que contribui ativamente para a manutenção das fitofisionomias campestres e savânicas, estimulando a regeneração da vegetação nativa e protegendo a biodiversidade endêmica do bioma”, afirmou Adriano Candeias, diretor de proteção ambiental da Fundação Florestal.
A operação conta com 140 brigadistas, 40 picapes equipadas com motobombas de alta pressão, nove caminhões-pipa e 20 profissionais dedicados ao monitoramento e resgate da fauna silvestre. O planejamento leva semanas, definindo umidade do ar, direção do vento e quantidade exata de biomassa a ser queimada.


