Um estudo publicado em março no Journal of Social Media Research analisou mais de 5 mil postagens sobre saúde mental em plataformas como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X e concluiu que até 56% dos conteúdos eram imprecisos ou sem fundamento. O TikTok apareceu como principal fonte de desinformação, com 52% dos vídeos sobre TDAH e 41% sobre autismo contendo erros.
Outro estudo, realizado em 2025 com 490 universitários de Nova York, mostrou que a exposição à desinformação sobre TDAH no TikTok reduziu o conhecimento correto e aumentou a intenção de buscar tratamentos, comprovados ou não. O psiquiatra Luiz Zoldan, do Einstein Hospital Israelita, afirmou que ‘saúde mental é um campo complexo, com nuances diagnósticas importantes, que não se traduzem bem em formatos de poucos segundos’. Ele alertou para a ‘romantização ou banalização do diagnóstico’ provocada pela desinformação.
A psicóloga Karen Szupszynski, da PUCRS, destacou que o impacto é maior entre jovens, em fase de busca de identidade. Entre as consequências do autodiagnóstico estão aumento de ansiedade, tratamentos inadequados e atraso na identificação correta. O TikTok, em nota, afirmou que removeu 99,2% dos conteúdos que violavam diretrizes de desinformação no quarto trimestre de 2025.

