O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023 por terem aumentado a renda, contrariando a percepção de que beneficiários tentam permanecer no programa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (27) em entrevista a veículos de comunicação.
Dias disse que o dado refuta críticas recentes de que parte dos beneficiários busca permanecer no programa ‘eternamente’. ‘É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres’, afirmou. O ministro citou estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Banco Mundial, segundo os quais 70% da primeira geração de beneficiários deixou a pobreza, principalmente pela educação. Também mencionou que o Brasil atingiu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, classificado como ‘muito alto’, e que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único são pequenos empreendedores.
De acordo com o ministro, 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que era beneficiário do Bolsa Família. Desde a criação do programa, mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C. O valor médio pago às famílias é de cerca de R$ 700 mensais, que pode ser complementado por tarifa social de energia, vale-gás e Farmácia Popular. O programa exige contrapartidas em saúde e educação, como acompanhamento pré-natal e frequência escolar.

