As forças de Israel intensificaram os confrontos contra o Hezbollah no sul do Líbano, avançando em direção ao Rio Litani, área estratégica. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah durante a madrugada desta quarta-feira (27), incluindo depósitos de armas e centros de comando.
Um dos ataques atingiu a cidade de Mashghara, no leste do país, deixando 12 mortos, segundo a agência estatal libanesa. Entre as vítimas estariam integrantes da mesma família. Em resposta, o Hezbollah declarou ter lançado foguetes, drones explosivos e disparos de artilharia contra tropas israelenses que avançavam perto das cidades de Yohmor al-Shaqif e Zawtar al-Sharqieh, na região de Nabatieh. A imprensa local afirmou que os combatentes conseguiram repelir parte das ofensivas israelenses ao longo das margens do rio Litani.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou após reunião com integrantes da cúpula militar que o país pretende ampliar as operações no território libanês. Segundo ele, as forças israelenses estão ocupando “áreas estratégicas” no sul do Líbano como forma de reforçar a segurança das cidades israelenses próximas à fronteira.
Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos estar formalmente em vigor há mais de um mês, os confrontos entre Israel e Hezbollah continuaram ao longo das últimas semanas. O rio Litani passou a funcionar como uma espécie de linha divisória informal, com áreas ao sul sob presença militar israelense. Os novos confrontos também aumentaram a tensão em Beirute, que vinha sendo poupada de ataques desde o início da trégua.
O governo libanês espera que as negociações indiretas com Israel levem a um cessar-fogo definitivo e à retirada das tropas israelenses do território do país. Já o Hezbollah afirma que continuará combatendo enquanto Israel mantiver ataques aéreos e presença militar no sul libanês. Segundo autoridades libanesas, mais de um milhão de pessoas já foram deslocadas desde o início do conflito. O Ministério da Saúde do Líbano afirma que mais de 3,2 mil pessoas morreram e cerca de 9,7 mil ficaram feridas desde o agravamento da guerra.


