Dirigentes do Novo passaram a discutir reservadamente a retirada da pré-candidatura presidencial de Romeu Zema. Depois de críticas públicas a Flávio Bolsonaro, lideranças conservadoras da legenda acreditam que o ex-governador mineiro deveria recuar e buscar uma candidatura ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
Conforme apurou a imprensa, a crise interna se agravou nos últimos dias. Integrantes do Novo afirmam que Zema perdeu apoio interno e corre risco de derrota na convenção que escolherá o candidato presidencial da sigla. Nesta semana, dirigentes criaram uma enquete informal para medir o clima após as críticas a Flávio, e o placar teria sido amplamente desfavorável ao ex-governador.
Relatos indicam que Zema se isolou ao transformar Flávio em alvo recorrente. A ala conservadora acusa o ex-governador de pôr em risco alianças com o PL e prejudicar candidatos bolsonaristas. O desconforto é maior em Estados onde o Novo depende de acordos com o PL, como no Paraná, onde se articula palanque conjunto com Sergio Moro (PL) ao governo e Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) ao Senado, com apoio à candidatura presidencial de Flávio.
Integrantes da ala conservadora argumentaram a Zema que o Novo depende do eleitorado bolsonarista para atingir a cláusula de barreira em 2026. Uma das alternativas discutidas é candidatura ao Senado; outra, à Câmara, mas há dúvidas jurídicas sobre gastos já realizados na pré-campanha presidencial. A ala conservadora sustenta que, se Zema mantiver os ataques a Flávio, sua candidatura poderá se tornar insustentável dentro da legenda.


