O advogado que lidera a defesa do ex-vereador acusado pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, anunciou que voltará ao 2º Tribunal do Júri na quinta-feira (28), mesmo tendo sofrido um infarto há quatro dias. A informação foi confirmada à imprensa pelo também advogado de defesa, nesta quarta-feira (27). O profissional assinou um termo de autoalta médica e contará com acompanhamento médico no tribunal.
Na segunda-feira (25), a juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o júri, foi informada de que o advogado estava com 30% da capacidade cardiorrespiratória. A defesa havia pedido adiamento, mas o profissional decidiu retornar. O julgamento, que começou na segunda-feira (25) após uma suspensão em 23 de março, teve uma reviravolta no início da semana: o ex-vereador tentou protelar o processo ao destituir todos os advogados, mas a juíza condicionou o adiamento à transferência dele para o presídio Bangu 1, levando-o a recuar.
Na terça-feira (26), foram ouvidos dois delegados. Um deles afirmou que a versão dos acusados — de que a criança teria morrido ao cair da cama — era uma “farsa ensaiada”. Mensagens recuperadas do celular da babá indicam que a mãe sabia das agressões. O ex-vereador é acusado de homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação. A mãe responde por sete crimes, incluindo homicídio por omissão qualificada. O júri é composto por sete jurados e a previsão é de que o julgamento dure cerca de cinco dias.

