Um psicoterapeuta conhecido nas redes sociais, com mais de 400 mil seguidores, tornou-se alvo de operação do Ministério Público da Bahia nesta terça-feira (26) sob suspeita de abuso sexual, assédio e estelionato contra pacientes e alunas de cursos terapêuticos. A Justiça bloqueou R$ 960 mil em bens e determinou a suspensão imediata de seus atendimentos, cursos e palestras.
Agentes cumpriram mandados de busca no consultório e no imóvel do terapeuta em Salvador. Segundo o Ministério Público, o psicoterapeuta se aproximava de pacientes emocionalmente fragilizadas e usava a relação terapêutica para obter vantagens sexuais e financeiras. Até o momento, quatro mulheres constam oficialmente como vítimas: três relataram crimes sexuais e uma, perdas financeiras.
Os depoimentos apontaram um padrão: mulheres com baixa autoestima, histórico de trauma ou dependência emocional relataram abordagens semelhantes. A investigação indica que outras possíveis vítimas foram citadas, mas ainda não denunciaram formalmente. Muitas teriam deixado de procurar a polícia por vergonha, medo de exposição e receio de não serem acreditadas.
O terapeuta atua há mais de dez anos e mantém forte presença em redes sociais, com conteúdos sobre comportamento e relacionamentos. A operação foi batizada de Catarse. A imprensa procurou o investigado, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.


