Com a chegada do verão e a crise energética global, muitas pessoas buscam reduzir a conta de luz. No entanto, algumas dicas populares são ineficazes ou até contraproducentes. Estudos científicos desmentem quatro mitos comuns sobre conservação de energia doméstica.
Um estudo de 2003 do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos EUA, mostrou que fechar registros de ventilação em cômodos vazios aumenta o consumo de energia. Isso ocorre porque o sistema de climatização opera com pressão e, com dutos obstruídos, o ar aquecido ou resfriado escapa por vazamentos nas paredes e sótão, em vez de circular pelos ambientes.
Ventiladores não resfriam ambientes, mas sim pessoas, pelo efeito de sensação térmica. Segundo o Departamento de Energia dos EUA, usar um ventilador de teto permite elevar o termostato em até 4°F (cerca de 2°C) sem perder conforto. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley indica que é possível sentir conforto em temperaturas até 6°F (3,3°C) mais altas com ventilação. Porém, deixar ventiladores ligados em cômodos vazios é inútil.
A fabricante de sistemas HVAC Trane e a concessionária BC Hydro afirmam que ajustar o termostato para uma temperatura mais extrema não acelera o aquecimento ou resfriamento. O sistema opera na mesma taxa independentemente do ajuste; forçar a temperatura só leva a consumo desnecessário. A recomendação é definir o termostato na temperatura desejada e aguardar.
Lâmpadas LED, comuns atualmente, não sofrem desgaste ao serem ligadas e desligadas, ao contrário das fluorescentes antigas. O Departamento de Energia dos EUA confirma que a vida útil do LED não é afetada por ciclos de acionamento. Portanto, desligar as luzes ao sair de um cômodo sempre economiza energia sem danificar as lâmpadas.


