Investidores globais acompanham com cautela os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã, que mantêm a incerteza nos mercados financeiros. Nesta quarta-feira (27), as bolsas europeias subiam impulsionadas por setores automotivo e químico, enquanto na Ásia o desempenho foi misto, com recorde do Kospi em Seul e perdas na China e Hong Kong.
Na Europa, os principais índices operavam em alta, com destaque para ações de montadoras e químicas. Na Ásia, o índice sul-coreano Kospi avançou mais de 2% e atingiu novo recorde, enquanto o japonês Nikkei fechou estável. As bolsas da China e de Hong Kong caíram, pressionadas pelas incertezas sobre as negociações de paz, embora o setor de tecnologia tenha amenizado as perdas.
O professor de economia do IBMEC, Alexandre Pires, afirmou que o petróleo deve permanecer na casa dos US$ 100 por um período prolongado. Segundo ele, o Estreito de Ormuz continua fechado, situação já precificada pelo mercado. “Nós vamos ver o petróleo por algum tempo orbitando a casa dos US$ 100 — ou seja, cai um pouco, depois retoma”, disse. Pires acrescentou que a normalização levará meses.
Mesmo com a possibilidade de um acordo, analistas consideram cedo para dar como encerrada a crise energética. As negociações entre EUA e Irã fizeram o petróleo recuar dos US$ 100, mas a reabertura do Estreito de Ormuz é vista como essencial para a estabilização dos mercados. A recuperação do choque do petróleo deve levar tempo e pode impactar os preços da gasolina ainda neste ano.


