O Conselho da Paz, criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos globais, não recebeu nenhum dólar até o momento, segundo informam veículos de comunicação. A conta bancária do conselho, aberta no JPMorgan, tem saldo zero, e não há mecanismo independente de transparência.
Criado em janeiro, o conselho deveria ser dirigido pessoalmente por Trump mesmo após deixar a Casa Branca. No entanto, doações prometidas não se concretizaram. Países como Indonésia rejeitaram pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,63 bilhões) por um assento permanente, segundo a imprensa. O presidente indonésio Prabowo Subianto descartou o aporte.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram US$ 100 milhões (R$ 563 milhões) para formar uma força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados. A União Europeia e as Nações Unidas estimam que a reconstrução de Gaza necessitará de US$ 71,4 bilhões (R$ 402 bilhões) nos próximos dez anos, conforme estudo conjunto com o Banco Mundial.
O conselho, que se apresenta como alternativa à ONU, tem entre seus apoiadores os presidentes sul-americanos Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai). No entanto, o entusiasmo diminuiu após a revelação dos custos e da falta de transparência. A Casa Branca afirmou que o conselho foi autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU apenas para atuação em Gaza.


