A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira (27) um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo para conter o avanço de um surto de ebola. Uganda fechou a fronteira com o país com efeito imediato.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto na província de Ituri avança mais rápido do que a resposta. “Não conseguimos conquistar a confiança da população nem isolar os doentes enquanto bombas continuam caindo”, escreveu. Mais de 900 casos suspeitos e mais de 200 mortes foram registrados em três províncias, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul, áreas controladas por grupos rebeldes.
Uganda ordenou o fechamento imediato da fronteira, contrariando orientações da OMS. A medida ocorre após o aumento de casos suspeitos no Congo e exposição de profissionais de saúde ugandeses ao vírus. A travessia será permitida apenas em emergências, com autoisolamento obrigatório de 21 dias. A variante Bundibugyo do ebola, sem vacina ou tratamento aprovados, foi declarada emergência internacional pela OMS em maio.

