As propostas de Aegea Saneamento e Equatorial Energia para a aquisição da Copasa ficaram abaixo do valor mínimo fixado pelo governo de Minas Gerais, disseram fontes a par do processo. O movimento levanta dúvidas sobre o modelo de privatização da companhia de saneamento mineira.
O preço mínimo serve como referência de valuation da empresa em um cenário sem privatização, desconsiderando ganhos de eficiência e expansão operacional sob controle privado. A expectativa era de que a disputa atraísse forte competição entre grandes grupos de infraestrutura.
Segundo interlocutores, se as ofertas abaixo do piso forem mantidas, o governo mineiro deverá optar pela venda pulverizada das ações no mercado, sem a definição de um acionista de referência. Nesse modelo, o Estado reduz sua participação via oferta subsequente, mas mantém o comando estratégico da empresa. O cenário é visto com cautela dentro do governo e entre agentes financeiros, que temem que o preço final das ações fique abaixo do projetado.
Procurada, a Aegea não quis comentar. A Equatorial afirmou que “está sempre atenta às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades de negócios ou aquisições”. A Copasa disse que cumpre seu papel institucional de transparência e que, em razão do período de silêncio, não emitirá comentários adicionais.


