Oito militares venezuelanos acusados de conspiração contra o governo de Nicolás Maduro foram libertados nesta terça-feira (26). A medida faz parte de uma nova etapa de libertações de presos políticos promovida pelo governo interino de Delcy Rodríguez. Os militares estavam presos desde 2017, ligados ao chamado “Caso Paraquedistas”.
O grupo incluía um general, ex-aliado de Hugo Chávez que morreu na prisão em 2021. Suas filhas atuam como porta-vozes da causa dos presos políticos e também reivindicam a liberdade de um irmão, detido em 2020 por suposta participação em uma operação para derrubar Maduro. Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos. Imagens divulgadas por uma ONG mostram os militares com camisas amarelas e punhos erguidos.
Outro general saiu em cadeira de rodas, mas se levantou e colocou uma bandeira da Venezuela no peito. Segundo a ONG Foro Penal, a libertação ocorreu por pena cumprida, após mais de nove anos de prisão. A presidente interina assumiu o comando da Venezuela após a captura de Maduro em janeiro e sancionou uma lei de anistia que exclui a maioria dos militares, considerados presos políticos por ONGs.
Em fevereiro, um primeiro grupo de 31 militares deixou a prisão sob liberdade condicional. A Foro Penal calcula que quase 800 presos políticos foram libertados desde janeiro. O governo alega que a anistia beneficiou 8 mil pessoas desde fevereiro, a maioria em processos judiciais sem prisão. A ONG alertou que o país registrava 409 presos políticos em 25 de maio.


