A Amazon anunciou nesta quarta-feira (26) o licenciamento de sua tecnologia de inteligência artificial desenvolvida para o Alexa for Shopping a outros varejistas. A iniciativa permite que lojas criem suas próprias ferramentas de compras com IA, adaptadas ao seu catálogo e identidade visual, em até 60 dias, segundo a empresa.
A estratégia segue o mesmo modelo adotado pela companhia há cerca de duas décadas com a Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem. Agora, a Amazon busca se consolidar como infraestrutura central para compras com IA na internet, oferecendo “arquitetura, código-base e aprendizados” do Alexa for Shopping. A empresa já fechou contrato com a marca de moda de luxo Kate Spade, do grupo Tapestry, que usou a tecnologia para criar um assistente de sugestões para presentes. Outros varejistas estão em fase de testes, informou a Amazon.
A nova solução é oferecida por meio da AWS, o que pode reduzir a resistência de varejistas preocupados em compartilhar dados diretamente com a gigante do comércio eletrônico. A Amazon também reformulou seu chatbot de e-commerce, que passou a se chamar Alexa for Shopping, e desenvolveu o recurso “Buy for Me”, capaz de realizar compras em sites de terceiros. A empresa afirmou que os varejistas já possuem conhecimento profundo sobre seus produtos e clientes, algo que nenhuma IA de uso geral consegue igualar, sugerindo que criem suas próprias ferramentas em vez de depender de intermediários.
No setor de inteligência artificial, empresas como OpenAI, Google e Perplexity também lançaram ferramentas de compras, mas enfrentam desafios técnicos e de adesão. Varejistas como Walmart, Target e eBay adotam estratégias múltiplas, desenvolvendo soluções próprias e firmando parcerias. A Amazon, por sua vez, tem priorizado o desenvolvimento interno e restringido o acesso de agentes externos aos dados de seu site.


