A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Densurko (depemoquimabe) para o tratamento complementar de asma não controlada e rinossinusite crônica com pólipos nasais em pacientes com inflamação tipo 2. É o primeiro imunobiológico de ultra longa ação, administrado a cada seis meses por via subcutânea.
Depemoquimabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina-5, reduzindo os níveis de eosinófilos, células inflamatórias ligadas à gravidade das doenças respiratórias crônicas. A aprovação se baseia em quatro estudos de fase III: Swift 1 e 2, que mostraram redução de 58% e 48% na taxa anualizada de exacerbações de asma, e Anchor 1 e 2, que demonstraram melhora significativa em pólipos nasais e obstrução nasal, além de redução no uso de corticosteroides.
“Pacientes com asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais frequentemente apresentam crises e sintomas persistentes, mesmo com o tratamento padrão. A chegada de uma nova opção terapêutica que atua diretamente na inflamação tipo 2 representa um avanço importante”, afirmou Luciana Giangrande, diretora médica da GSK Brasil. A GSK estima que haja cerca de 20 milhões de asmáticos no Brasil, muitos sem tratamento adequado.
Densurko já foi aprovado nos Estados Unidos, Europa e Japão. A dose recomendada é de 100 mg a cada seis meses, em associação ao tratamento padrão. Recentemente, a Anvisa também aprovou mepolizumabe para DPOC, consolidando o portfólio da GSK em doenças respiratórias.


