A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última terça-feira (26) o primeiro medicamento sintético análogo à semaglutida (GLP-1) no Brasil, autorizando a EMS a fabricar o Ozivy, similar ao Ozempic. O movimento abre caminho para a Hypera, cujo pedido de registro deve ser avaliado no segundo semestre de 2026, segundo o Goldman Sachs.
O novo produto, Ozivy, será utilizado para tratar diabetes tipo 2 em adultos e tem indicação restrita. A EMS pretende iniciar as vendas nos próximos 30 dias, com projeção de faturamento mínimo de R$ 500 milhões no primeiro ano. A Anvisa analisa outros cinco pedidos de medicamentos sintéticos e um de origem biológica.
Os analistas do Goldman Sachs mantêm recomendação neutra para a Hypera, com preço-alvo de R$ 25 nos próximos 12 meses, potencial de 8,8% sobre a cotação de R$ 22,97. Eles afirmam que a administração da Hypera já havia antecipado o pioneirismo de seu pedido na teleconferência de resultados do 4T25. As verificações de canais indicam que o aval da Anvisa pode vir no segundo semestre de 2026, com contribuição relevante para a receita líquida apenas em 2027.
Entre os riscos apontados, estão a desaceleração das vendas, concorrência acirrada em genéricos e pressões tributárias. Por outro lado, um ambiente competitivo mais racional e o sucesso do pipeline de produtos podem impulsionar as ações.

