Um psiquiatra afirmou nesta quarta-feira (27) que um ex-vereador acusado de matar um menino de 4 anos tem perfil psicológico com traços de perversidade e sente prazer em provocar sofrimento em crianças. A mãe da criança também é ré. O depoimento ocorre no terceiro dia de julgamento.
O médico psiquiatra, contratado pela acusação para traçar o perfil psicológico dos réus, disse que identificou ‘padrão de abuso infantil’ e ‘perversidade em infligir dor em crianças’. Ele analisou depoimentos, entrevistas e conversou com pessoas que conviveram com o ex-vereador, incluindo mulheres que tiveram relacionamentos com ele e seus filhos. Segundo o psiquiatra, uma criança de 3 anos relatou ter o braço torcido pelo ex-vereador e outra sofreu fratura no fêmur e sessões de pisoteio.
A defesa do ex-vereador criticou o testemunho, afirmando que o psiquiatra não entrevistou os réus e que seu depoimento é ‘absurdo’. A defesa da mãe também pediu impugnação, mas a juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido. O psiquiatra também disse que a mãe, ao saber das agressões, ‘não teve instinto de preservá-lo’.
Nesta quarta-feira, devem ser ouvidas ainda a médica que socorreu o menino no hospital e legistas que analisaram os laudos. Na terça-feira (26), delegados afirmaram que a versão inicial dos réus, de que a criança morreu ao cair da cama, era uma ‘farsa ensaiada’. O julgamento tem previsão de durar cinco dias e será decidido por sete jurados.


