Um investidor de 70 anos com US$ 1,8 milhão em um plano 401(k) tradicional pode usar um Qualified Longevity Annuity Contract (QLAC) para adiar US$ 210 mil das distribuições mínimas obrigatórias (RMDs) até os 85 anos, segundo a imprensa. A estratégia reduz o RMD inicial aos 73 anos em cerca de US$ 12.700 anuais e gera economia de US$ 30 mil a US$ 40 mil em impostos federais ao longo de 12 anos, além de evitar sobretaxas do Medicare (IRMAA) de US$ 1.500 a US$ 3.000 por ano.
O QLAC funciona como uma anuidade diferida adquirida com recursos do 401(k) ou de um IRA. Os fundos alocados no contrato são excluídos da base usada pelo governo para calcular as RMDs até os 85 anos. Para implementar a estratégia, o investidor deve transferir os recursos do 401(k) para um IRA tradicional e então direcionar US$ 210 mil para o QLAC, deixando um saldo de US$ 1,59 milhão.
Aos 73 anos, com crescimento anual de 6% nos três anos anteriores, o saldo chega a US$ 1,89 milhão. Dividido pelo fator oficial de 26,5, o RMD fica em US$ 71.300, contra US$ 84.000 sem o QLAC — diferença de US$ 12.700. A economia tributária acumulada até os 85 anos é estimada entre US$ 30 mil e US$ 40 mil, dependendo da faixa de imposto.
Aos 85 anos, o QLAC se converte em renda vitalícia de aproximadamente US$ 48 mil por ano. Os pagamentos são fixos em termos nominais, o que expõe o investidor ao risco de inflação. Segundo a imprensa, o limite de US$ 210 mil é atualizado anualmente pelo IRS com base na inflação, conforme a lei SECURE 2.0.


