O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden entrou com uma ação contra o Departamento de Justiça para impedir a divulgação de gravações de entrevistas concedidas a um ghostwriter em 2016. Os diálogos, que serão entregues a uma comissão da Câmara e à Heritage Foundation, contêm informações pessoais e potencialmente embaraçosas, segundo a defesa.
As gravações foram feitas por Mark Zwonitzer, autor contratado para escrever o livro de memórias “Promessa de Pai”, de 2017. Em 2023, o material foi entregue ao promotor Robert Hur como parte de uma investigação sobre o possível uso indevido de documentos confidenciais por Biden. Hur concluiu que não houve crime, mas descreveu Biden como um “senhor idoso, simpático e bem-intencionado, com problemas de memória”.
O Departamento de Justiça inicialmente negou pedidos de divulgação, mas em fevereiro anunciou que liberaria as gravações com redações limitadas à Heritage Foundation. Posteriormente, a Comissão do Judiciário da Câmara também solicitou o material, que pode ser entregue em junho. Os advogados de Biden acusam o departamento de se recusar a censurar as gravações, violando a privacidade do ex-presidente e de terceiros.
“Todo americano, incluindo um vice-presidente em exercício ou ex-vice-presidente, tem direito à privacidade nas conversas pessoais”, disseram os advogados na petição. Por outro lado, a porta-voz do Departamento de Justiça, Natalie Baldassarre, afirmou que “o Departamento de Justiça de Joe Biden tentou esconder gravações de áudio que demonstram um declínio significativo em suas capacidades cognitivas”. O deputado republicano Jim Jordan, citado por veículos de comunicação, defendeu a divulgação completa para que o público saiba “onde o Presidente esteve”.


