O Tribunal Regional de Munique, na Alemanha, realiza entre terça e quinta-feira (26 a 28 de maio) audiências no processo movido por mais de 1.400 pessoas contra a TÜV SÜD, empresa que certificou a barragem da Vale em Brumadinho (MG), que se rompeu em 2019.
As sessões contam com a participação de um perito técnico em barragens e um especialista em direito brasileiro nomeados pela Justiça alemã, informou o escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas. O processo tramita desde 2019 e os pedidos de indenização chegam a R$ 3,2 bilhões. Os municípios de Brumadinho e Mário Campos também são autores da ação.
Os autores alegam que a TÜV SÜD utilizou padrões de verificação inferiores aos internacionais e que funcionários da empresa teriam alertado sobre risco de perda de contratos com a Vale caso não certificassem a barragem. A defesa da TÜV SÜD nega responsabilidade e afirma que as declarações de estabilidade foram emitidas em conformidade com a legislação aplicável e que a barragem estava estável no momento das vistorias.
Procurada, a Vale não quis se manifestar. A expectativa é que as próximas fases incluam depoimentos de executivos da TÜV SÜD.


