A Justiça Eleitoral oficializou a desfiliação do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC), após o partido anunciar o lançamento da pré-candidatura à Presidência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A determinação, assinada pelo juiz eleitoral Tiago Duccatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, atendeu a um pedido do partido, que também abriu procedimento disciplinar contra Rebelo. Na última quinta-feira, a sigla afirmou que a medida foi tomada “diante do esgotamento de diversas tentativas de resolução harmoniosa” e “tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o estatuto do partido”.
O comunicado também repudiou “os ataques proferidos” por Rebelo contra a direção nacional da legenda e seu presidente, o ex-deputado João Caldas. Rebelo, que também era postulante ao Planalto, classificou o movimento como “afronta” e “balão de ensaio”, afirmando que se mantém na disputa. Em entrevista a veículos de comunicação, ele atribuiu a decisão a uma suposta preocupação de Caldas com o avanço do caso Master em Alagoas.
Em nota enviada à imprensa, Rebelo disse que “não houve decisão judicial sobre expulsão, mas homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação”. Afirmou ainda que o ato de entrada ou saída do partido depende de iniciativa própria e que o processo de expulsão exige procedimento que não foi iniciado. “Todos os atos da direção do DC neste sentido estão eivados de ilegalidades e, portanto, judicializados”, disse.


