O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (26) que pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. O pedido foi feito no Salão Oval da Casa Branca, segundo o parlamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump se reuniram no início de maio, mas o tema não entrou na pauta oficial. O debate foi retomado após a declaração de Flávio Bolsonaro. O senador disse que também tratou da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil.
A possibilidade de enquadramento das facções vem sendo discutida desde 2025, com a ofensiva do governo Trump contra cartéis latino-americanos. Nos bastidores, integrantes do governo norte-americano defendem que o PCC e o CV recebam o mesmo tratamento dado a grupos do México e da Venezuela.
O secretário de Estado Marco Rubio apoia a medida e comunicou ao ministro Mauro Vieira em março. Vieira tentou convencer Washington a não avançar. Em 2025, um pedido formal dos EUA foi rejeitado pelo Brasil, que argumenta que as facções não se enquadram na Lei Antiterrorismo brasileira, por não terem motivação ideológica ou religiosa.
Nos Estados Unidos, a interpretação pode ser diferente. A imprensa internacional noticiou que integrantes do PCC atuam em estados como Flórida, Nova York e Tennessee. O PCC é considerado uma das maiores organizações criminosas das Américas, com atuação em cerca de 30 países e mais de 40 mil integrantes.


