O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (27) a instalação de um centro de tratamento de última geração no Quênia para americanos infectados pelo vírus ebola, enquanto o surto na República Democrática do Congo se intensifica. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que não será permitida a entrada da doença no país.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que “não podemos e não permitiremos que nenhum caso de Ebola entre nos Estados Unidos”. Segundo um funcionário do governo Trump, a instalação no Quênia foi projetada para fornecer cuidados de alta qualidade a americanos que precisem sair rapidamente da RD Congo e cumprir quarentena, evitando um voo de retirada médica de mais de 12 horas para os EUA.
Especialistas criticaram a medida. Jeremy Konyndyk, ex-diretor do Escritório de Assistência a Desastres no Exterior da Usaid, disse que os EUA já investiram em uma rede de hospitais equipados para tratar ebola e que enviar pacientes para o exterior é “visceralmente ofensivo”. A médica Krutika Kuppalli classificou o plano como “insano”, enquanto Lawrence Gostin, da OMS, o chamou de “imprudente, antiético e possivelmente ilegal”.
O Ministério da Saúde do Quênia afirmou que discute com os EUA a colaboração internacional, mas que quaisquer acordos serão guiados pelas leis nacionais e pela proteção dos cidadãos quenianos. Um morador de Nairóbi, Robert Kiberenge, questionou por que a instalação seria exclusiva para americanos, defendendo que sirva a todos.


