O ambiente de juros elevados no Brasil, com a Selic em 14,5% ao ano, tem impulsionado a busca por investimentos estruturados, como a Sociedade em Conta de Participação (SCP). Segundo especialistas, a cautela do Banco Central e as expectativas de inflação acima da meta reforçam a demanda por governança e transparência nas operações.
Na última reunião, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, mas manteve sinalização de cautela. As projeções do Boletim Focus indicam juros historicamente elevados nos próximos ciclos.
A Sociedade em Conta de Participação (SCP) permanece como instrumento jurídico relevante na estruturação de negócios, com sócio ostensivo e participantes que compartilham resultados. O modelo é aplicado em diversos setores.
Segundo Vinicius Montenegro, sócio e diretor da Pegcard, o investidor passou a analisar mais criteriosamente a estrutura dos projetos. “Existe um movimento crescente de análise mais criteriosa antes da alocação de recursos”, afirma.
A educação financeira ganha relevância em cenário de maior seletividade. Especialistas apontam que temas como diversificação e governança permanecerão em evidência nos próximos anos.


