O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou nesta quarta-feira (27) que o banco poderá gastar até US$ 20 bilhões (cerca de R$ 101 bilhões) em uma aquisição nos próximos anos. Segundo ele, a operação seria a maior de seus 20 anos no comando do banco e testaria a disposição dos reguladores dos EUA em permitir maior consolidação entre os maiores bancos.
Dimon disse durante conferência financeira em Nova York que o banco pode ter a chance de investir US$ 10 bilhões ou US$ 20 bilhões comprando alguma coisa. Ele ressaltou que aquisições são vistas como ferramenta de último recurso, criticando empresas que recorrem a fusões para compensar crescimento fraco. “Quando o crescimento orgânico não vai bem, a primeira coisa que muitos executivos fazem é começar a falar sobre fusões e aquisições”, afirmou.
O executivo destacou que qualquer empresa adquirida precisará se integrar eficientemente às operações atuais e estar alinhada à cultura do banco, fortalecendo negócios centrais. Nos últimos anos, o JPMorgan expandiu principalmente de forma orgânica, com exceção da compra do First Republic Bank em 2023, apoiada pela FDIC. Sob o comando de Dimon, aquisições relevantes ocorreram durante crises financeiras, como Bear Stearns e Washington Mutual.
O banco também adquiriu fintechs menores, mas desacelerou após gastar US$ 175 milhões na compra da startup estudantil Frank em 2021, que fraudou informações sobre sua base de usuários.

