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Meio Ambiente

Mercado de carbono enfrenta pressão por reduções reais, diz executivo

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de maio de 2026 21:59
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O mercado voluntário de carbono passa por transformação com a pressão de investidores, reguladores e auditorias, que exigem que empresas comprovem reduções reais e mensuráveis de emissões, e não apenas a compra de créditos de carbono de qualidade questionável, segundo um executivo do setor.

A mudança alterou a forma como as corporações tratam a agenda climática, afirmou o executivo, CEO de uma empresa especializada em remuneração variável por metas auditáveis de descarbonização. “Mudou de ‘compensar para reportar’ para ‘reduzir para sobreviver’. A pressão hoje vem de três frentes: capital, regulação e cadeia de fornecedores”, disse. Ele explicou que muitas organizações ainda compram créditos de carbono sem adicionalidade ou com metodologias frágeis, criando uma falsa sensação de progresso. O mercado reagiu após a Science Based Targets Initiative (SBTi) proibir o uso de créditos para metas de Scope 1 e 2 em 2024, e a nova regra é hierárquica: reduzir primeiro, substituir depois, compensar só como último recurso.

O maior obstáculo está no Scope 3, que concentra a maior parte das emissões, mas também os dados menos confiáveis. Segundo um levantamento da McKinsey, as emissões do Scope 3 podem representar cerca de 90% da pegada de carbono de uma empresa. “É onde está a emissão real e, ao mesmo tempo, onde o dado é o pior”, afirmou o executivo. A nova diretiva da Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) tornou o Scope 3 obrigatório, criando um paradoxo: a categoria com mais material para resultados é a menos confiável metodologicamente.

Esse cenário acelerou a demanda por soluções capazes de transformar mobilidade corporativa em redução mensurável de emissões. A empresa do executivo já monitora mais de 1 milhão de deslocamentos corporativos em companhias como Volkswagen, Nestlé, Saint-Gobain, CI&T e Serasa Experian, com metodologia auditada pela KPMG. “Compensação resolve para o relatório; redução resolve para o negócio”, disse. Ele destacou que o custo por tonelada efetivamente reduzida costuma ser 5 a 10 vezes menor que o custo de um crédito de alta qualidade.

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TAGGED:DescarbonizaçãoemissõesESGmercado-de-carbonomobilidade-corporativaredução de emissõesscope-3Sustentabilidade
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