A Polícia Federal (PF) aprofundou as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e deve ouvir novamente nos próximos dias um ex-sócio de um empresário do setor financeiro, segundo investigadores. O foco são operações de crédito consignado, especialmente o produto CredCesta, oferecido a servidores públicos e aposentados.
O ex-sócio, que foi preso durante a Operação Compliance Zero em novembro do ano passado, é apontado como uma das principais conexões para convencer dirigentes do BRB a comprar carteiras de crédito do Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central, de acordo com a polícia.
A nova etapa das investigações tem como base mensagens encontradas no primeiro aparelho celular apreendido do empresário. As conversas mostram tentativas de articulação para convencer o BRB a avançar na compra de carteiras do Banco Master e negociar o próprio banco, disseram investigadores.
Investigadores também analisam a relação do ex-sócio com figuras políticas da Bahia, entre elas o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Até o momento, não há condenações definitivas relacionadas ao caso.


