Um relatório divulgado nesta terça-feira (28) durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, lista oito tecnologias que devem ganhar mercado nos próximos anos, entre elas robôs cirurgiões, laboratórios autônomos e aparelhos controlados pela mente. O estudo, desenvolvido por pesquisadores do WEF e da consultoria Capgemini, aponta que os avanços em inteligência artificial, redes de internet e sensores impulsionarão essas inovações.
O relatório destaca que os robôs cirurgiões podem aumentar a precisão e permitir telecirurgias, além de mitigar a escassez de profissionais. Nos Estados Unidos, devem faltar entre 10.100 e 19.900 cirurgiões até 2036. Em 35% dos estudos com 1,68 milhão de casos, a fadiga reduz as competências cirúrgicas, o que os robôs poderiam evitar.
Laboratórios autônomos, combinando IA e robôs, podem acelerar descobertas científicas com operação 24 horas por dia. As interfaces cérebro-máquina não invasivas, como as pesquisadas pelo neurocientista Miguel Nicolelis, permitiriam monitorar carga cognitiva em ambientes de risco. Mais de 75% dos incidentes aeronáuticos decorrem de falhas de atenção, segundo o estudo.
Outras tecnologias incluem redes elétricas inteligentes, gêmeos digitais, IA na descoberta de materiais, robótica como serviço e aplicativos para pequenos negócios. O diretor executivo do WEF, Jeremy Jurgens, disse: “Economias que alinham talento, infraestrutura, dados e políticas estarão melhor posicionadas para capturar os benefícios das tecnologias convergentes.”


