A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado debateu, nesta quarta-feira (27), os avanços e desafios na promoção do esporte entre pessoas com deficiência (PCD). Em audiência pública, especialistas defenderam que o esporte é a principal ferramenta de inclusão social.
Presidente da comissão, senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que o esporte desenvolve autoconfiança e determinação. “É muito mais do que competir e ganhar medalha. É preparar mentes para lidar com a frustração”, disse. O presidente do CBCP, João Batista Carvalho e Silva, destacou que o número de entidades filiadas ao comitê saltou de 11 para 203 desde 2020, e creditou ao Congresso a melhora do Brasil nos Jogos Paralímpicos, do 37º lugar em Atlanta (1996) ao quinto em Paris (2024).
O secretário nacional de Paradesporto, Fábio Augusto Lima de Araújo, apresentou o programa Vencer pelo Esporte, que pretende incluir atividade física em 10% dos 350 centros de reabilitação do SUS. “A missão não é formar atletas de alto rendimento, é dar acesso do PCD à atividade física”, explicou. Ele informou que o CBCP arrecadou R$ 17,3 milhões em 2025.
Representantes de entidades relataram impactos positivos. O diretor-executivo da Associação Petrolinense de Atletismo, Natanael Pereira Barros, defendeu a massificação do acesso ao esporte, mencionando 880 crianças atendidas em 11 escolinhas no sertão pernambucano. A senadora Leila Barros expressou preocupação com a distribuição desigual de recursos, especialmente na Região Norte, que recebeu apenas 7% dos valores.


