O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a economia italiana enfrenta um período de curto prazo ‘cada vez mais desafiador’, pressionada pela alta dos preços de energia e pela incerteza global. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (27), a instituição informou que o PIB real do país avançou 0,5% em 2025, mas a inflação subiu para 2,8% em abril, refletindo a dependência de combustíveis fósseis importados.
Segundo o FMI, o crescimento foi sustentado pelo consumo das famílias e por investimentos ligados ao Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (NRRP). No entanto, o ambiente externo se deteriorou, elevando a vulnerabilidade a choques. Para o médio prazo, as perspectivas são moderadas, com limitações estruturais como o fraco avanço da produtividade e o envelhecimento populacional.
Na área fiscal, o déficit nominal caiu para 3,1% do PIB em 2025, superando a meta pelo segundo ano consecutivo. O superávit primário foi de 0,8%, graças a arrecadação forte e maior conformidade tributária. Apesar disso, a dívida pública subiu para cerca de 137% do PIB, mantendo o país exposto a mudanças nas condições financeiras, de acordo com o Fundo.
Como recomendação, a missão do FMI defende um ajuste fiscal antecipado, com ampliação da base tributária, melhora na conformidade e aumento da eficiência dos gastos públicos. As medidas visam recompor ‘colchões de segurança’ e aumentar a resiliência da economia italiana diante da incerteza externa.


