A Polícia Federal encontrou conversas entre o ex-governador do Rio de Janeiro e o banqueiro controlador do Banco Master, que indicam encontros no Brasil e no exterior antes de aportes milionários do Rioprevidência no banco. A investigação levou a buscas autorizadas pelo STF.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que, em 11 de maio de 2023, o então governador do Rio jantou com o banqueiro em Nova York, em um restaurante cuja conta ultrapassou US$ 13 mil, paga pelo banqueiro. Seis meses depois, o fundo de pensão estadual aplicou R$ 40 milhões no Banco Master.
Em novembro de 2023, houve novo encontro em São Paulo, seguido de aporte de R$ 80 milhões, e em dezembro, investimento de R$ 200 milhões em Letras Financeiras do banco. Em 2024, reuniões ocorreram nos palácios oficiais do governo estadual.
Em maio de 2024, uma degustação de uísque em Nova York, restrita a dez convidados e custando mais de US$ 1 milhão, foi paga pelo banqueiro. No dia seguinte, o Rioprevidência aplicou mais R$ 80 milhões no banco. Até o momento, foram identificados R$ 3,691 bilhões em investimentos do fundo ligados ao Banco Master.
A defesa do ex-governador nega irregularidades, e o Banco Master afirma que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais.


