O Brasil registrou 6.760 casos graves de influenza entre janeiro e abril de 2026, o dobro do ano anterior. O Ministério da Saúde destaca que o antiviral Tamiflu pode reduzir em até 38% o risco de morte, especialmente se iniciado nas primeiras 48 horas dos sintomas.
A temporada de gripe chegou mais cedo e com maior intensidade no país. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à influenza aumentaram 100,4% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.
O antiviral oseltamivir, conhecido como Tamiflu, é recomendado para pacientes com diagnóstico de influenza, principalmente para grupos de risco como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. O medicamento deve ser iniciado nas primeiras 48 horas para maior eficácia, podendo reduzir o tempo de sintomas e o risco de complicações e mortes.
Mais de 26,4 milhões de doses da vacina contra influenza foram aplicadas, com foco no público prioritário. O Ministério da Saúde também distribuiu testes RT-PCR para diagnóstico, embora o acesso ainda seja limitado em emergências devido a custos e cobertura dos convênios.
Especialistas alertam que os sintomas de influenza são semelhantes aos de outras infecções respiratórias, dificultando o diagnóstico clínico sem testes. Pessoas com sinais de gravidade devem buscar atendimento médico imediato.


