Pesquisadores da ETH Zurich, na Suíça, geraram pela primeira vez aleatoriedade perfeita certificada usando dois chips supercondutores quânticos conectados por um link resfriado de 30 metros. O avanço pode revolucionar a segurança digital e criptografia.
O experimento utilizou um sistema complexo com dois chips supercondutores, cada um representando um qubit, que pode assumir os estados “0”, “1” ou uma superposição destes. Um tubo resfriado de 30 metros conecta os chips, permitindo o entrelaçamento quântico via fótons de micro-ondas.
Esse entrelaçamento garante que a medição em um qubit, que gera aleatoriamente “0” ou “1”, influencia instantaneamente o resultado do outro, mesmo à distância, sem troca de informações que possam comprometer a aleatoriedade.
Os pesquisadores aplicaram um método chamado amplificação de aleatoriedade, que usa um algoritmo para aumentar a qualidade dos números gerados. Segundo Renato Renner, um dos responsáveis, a sequência resultante é realmente perfeita e certificada para durar eternamente, independentemente dos métodos analíticos.
O estudo foi publicado na revista Nature e pode ter aplicações em criptografia, identidades digitais, loterias e blockchain, oferecendo uma fonte física confiável de números aleatórios para sistemas digitais.


