O tamanho das porções alimentares aumentou desde os anos 1980, especialmente nos Estados Unidos, impulsionando o consumo excessivo e contribuindo para a obesidade, segundo especialistas.
O crescimento das porções alimentares começou nos Estados Unidos nos anos 1980, motivado pelo aumento das refeições fora de casa e pela competição entre restaurantes, afirmou Lisa Young, da Universidade de Nova York. Esse fenômeno também ocorre em países em desenvolvimento, como o Brasil, principalmente em alimentos ultraprocessados, explicou Marle Alvarenga, da Universidade de São Paulo.
Pesquisas indicam que dobrar o tamanho da porção leva a um aumento médio de 35% no consumo. O psicólogo Lenny Vartanian, da Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou que o tamanho do prato não influencia a quantidade ingerida, mas sim a disponibilidade de comida. Ele recomendou servir uma porção e guardar o restante fora de vista para evitar repetir o prato.
Especialistas ressaltam a importância de prestar atenção aos sinais de fome e ao tamanho das porções para evitar o consumo excessivo. A distorção de porção, causada pelo aumento constante das quantidades servidas, altera a percepção do que é uma porção normal. Alimentos ultraprocessados podem adicionar até 500 calorias extras por porção maior, alertou Young.


