Pesquisa do Federal Reserve de Nova York divulgada nesta quarta-feira (27) mostra que a insegurança alimentar aumentou entre famílias americanas, especialmente as de baixa renda, desde 2020. O estudo indica que 10% das famílias relataram falta de comida em fevereiro de 2026, mais que o dobro do registrado em 2020.
O Federal Reserve de Nova York atualizou uma análise sobre os efeitos financeiros da pandemia com dados recentes da Pesquisa de Expectativas do Consumidor. Segundo os pesquisadores, a parcela de americanos vulneráveis à insegurança alimentar cresceu, com maior impacto em famílias de baixa renda, com menor escolaridade e com crianças pequenas.
Em fevereiro de 2026, 10% das famílias disseram não ter comida suficiente, contra 4% em junho de 2020. O percentual de pessoas que recebem doações de alimentos subiu de 10,6% para 15,8%, e os beneficiários do Supplemental Nutrition Assistance Program passaram de 10,6% para 17,9%. Além disso, 36,8% dos entrevistados usaram economias para cobrir despesas, aumento em relação aos 21,8% anteriores.
Os pesquisadores relacionam o aumento da insegurança alimentar ao alto custo de vida e ao fim dos auxílios da pandemia, que pressionam financeiramente as famílias na base da economia em formato de K. Os dados foram coletados antes da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que elevou os preços da gasolina e agravou as preocupações financeiras.


