O Dia Internacional de luta pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, alerta para a mortalidade materna e a violência contra mulheres no Brasil, com dados recentes do Ministério da Saúde e da Justiça.
Instituída em 1984, a data tem como foco inicial a redução da mortalidade materna, que no Brasil registrou mais de 39 mil óbitos entre 1996 e 2018, sendo 90% evitáveis, segundo o Ministério da Saúde. A violência obstétrica também é tema central, reforçando a importância da assistência qualificada.
Além disso, o país registrou 399 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, aumento de 7,5% em relação ao ano anterior, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Mulheres vítimas de agressões têm maior risco de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.
A sobrecarga no trabalho e nas tarefas domésticas contribui para o adoecimento psíquico feminino, incluindo ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. A Norma Regulamentadora nº 1 obriga empresas a gerenciar fatores psicossociais que afetam a saúde das trabalhadoras.
Em Goiânia, serviços como a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), a DEAM, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher e a Rede de Atenção Psicossocial oferecem acolhimento, orientação e tratamento para mulheres em situação de violência e adoecimento mental.


