A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como inadequada e inoportuna a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho e impacta a escala 6×1. A entidade afirmou nesta quinta-feira (28) que o debate deveria ser adiado para depois das eleições, destacando a necessidade de ampla participação de trabalhadores, empresas e poder público.
A CNI argumenta que a redução da jornada por imposição legal, sem período de transição e sem aumento equivalente de produtividade, pode elevar custos e pressionar preços. A confederação cita projeções que indicam impactos entre 6% e 9% em setores como alimentos, serviços e vestuário.
A entidade defende que acordos coletivos são mais adequados para tratar do tema, pois permitem soluções específicas para cada atividade econômica. Mudanças legais uniformes podem reduzir a previsibilidade para investimentos, afetar a segurança jurídica e pressionar micro e pequenas empresas.
A CNI afirma que alterações na jornada deveriam ser acompanhadas de medidas para aumentar a produtividade, como investimentos em tecnologia, qualificação profissional e inovação. A entidade ressaltou que trabalhadores e setor produtivo não estão em lados opostos e defende soluções que preservem empregos, renda e competitividade.
Por fim, a confederação afirmou confiar que o Senado analisará o tema com cuidado e responsabilidade.

