A Meta Platforms (META) negocia a US$ 622,98, mas analistas apontam que o preço se mostra esticado em relação ao patamar de US$ 650. O principal fator de cautela é o crescente investimento em inteligência artificial, que eleva os custos de capital da empresa.
Apesar de a empresa operar a maior rede de publicidade da internet aberta, gerando US$ 55,02 bilhões em receita no primeiro trimestre de 2026, o crescimento dos gastos de capital levanta preocupações. O Capex da Meta subiu de US$ 72,22 bilhões em 2025 para uma projeção de US$ 125 a US$ 145 bilhões para o ano fiscal de 2026, quase dobrando em doze meses.
A CFO Susan Li declarou aos analistas que a companhia “continuou a subestimar nossas necessidades de computação, mesmo enquanto aumentamos significativamente a capacidade”. Esse investimento gera depreciação que impacta a receita operacional nos anos de 2027 e 2028. Em 2025, o fluxo de caixa livre caiu 19,4%, enquanto o Reality Labs registrou prejuízo de US$ 19,2 bilhões.
Em contrapartida, o desempenho operacional foi robusto. No primeiro trimestre de 2026, a Meta alcançou US$ 56,31 bilhões em receita e US$ 10,44 de lucro por ação, superando a expectativa de consenso. As margens se mantiveram altas, com 82% de margem bruta e 41,44% de margem operacional.
Apesar do otimismo de 57 avaliações de compra, o preço acima de US$ 650 exige que os investidores assumam o risco de um programa de gastos que a gestão admite subestimar, sem previsão clara para 2027.


