A Fitch elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2,1% em 2026, após o bom desempenho econômico do primeiro trimestre. Contudo, a agência de classificação de risco projeta que a atividade desacelere para 1,7% em 2027, citando menor impulso fiscal no próximo ano.
O relatório trimestral de Perspectiva da Economia Global (GEO) divulgou nesta quinta-feira (4) as novas estimativas. A Fitch observou que a taxa de desemprego em nível histórico e os ganhos salariais reais sustentam o consumo nacional. A reforma tributária, aprovada em 2025, também foi citada como fator de apoio, ao reduzir impostos para famílias de menor renda.
Para 2027, o cenário da Fitch prevê menor impulso fiscal, considerando o fim do período eleitoral. A agência também alertou para incertezas domésticas, o fenômeno El Niño e o choque global de energia. Com isso, a inflação brasileira deve subir para 5% até o fim de 2026, ultrapassando a tolerância do BC do Brasil.
Em relação à política monetária, a Fitch projeta que os juros caiam para 13% em 2026, e para 10,5% em 2027. A eventual flexibilização monetária no país, em comparação com o Federal Reserve (Fed) dos EUA, deve pressionar o real a um enfraquecimento gradual contra o dólar.


