O ex-deputado federal sugeriu que o Brasil inclua o Pix em mesas de negociação comercial com os Estados Unidos e cogitou a substituição do sistema nacional pelo Zelle, plataforma de pagamentos digitais americana. A proposta foi feita após os norte-americanos ameaçarem taxar produtos brasileiros por práticas comerciais desleais.
O Zelle, criado em 2017, é uma rede de pagamentos operada pela Early Warning Services, empresa privada ligada a grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America e JPMorgan Chase. O sistema permite o envio de dinheiro usando telefone ou e-mail como chave de identificação.
Apesar da semelhança superficial com o Pix, existem diferenças estruturais. Enquanto o Pix é um sistema público, universal e gerido pelo Banco Central do Brasil, o Zelle opera como uma iniciativa privada e restrita. Isso limita o uso do serviço apenas a usuários cujos bancos estejam associados à rede.
Outra distinção reside no processamento das transações. O Pix garante liquidação imediata em qualquer horário. No Zelle, embora os fundos apareçam rapidamente, a compensação bancária final entre as instituições pode demorar dias. Além disso, o Zelle carece de recursos como o QR Code padronizado e a automação de cobranças presentes no Pix.


