A proposta dos Estados Unidos de aplicar sobretaxa de 25% a produtos brasileiros já gera efeitos em contratos e investimentos, revelando o uso do comércio internacional como ferramenta de política externa, segundo um especialista.
O episódio demonstra como potências como Estados Unidos e China utilizam o transporte marítimo e o comércio global como instrumentos de sua geopolítica. O setor de transporte marítimo responde por 90% do comércio mundial, o que o torna um campo central de pressão política entre grandes economias.
O dano econômico começa antes da medida ser oficializada. Importadores americanos já calculam o risco de produtos adquiridos hoje chegarem aos portos dos EUA sujeitos à tarifa, o que leva à suspensão de negociações e aumento de custos, mesmo sem aplicação formal.
Setores como aço e siderurgia estão entre os mais expostos à medida. Contudo, o especialista aponta o acordo Mercosul-União Europeia como o principal trunfo para os exportadores que buscam diversificar destinos, oferecendo competitividade superior ao mercado asiático.


