A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório nesta quinta-feira (4) que aponta poucas alterações na avaliação do programa nuclear iraniano. O documento reitera pedidos para que o Irã explique o paradeiro de estoques de urânio enriquecido, que sumiram após bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel no ano passado.
O relatório, um dos dois divulgados na quinta-feira (4), foi visto antes da reunião trimestral do Conselho de Governadores da AIEA. O Diretor-Geral da Agência enfatizou ao Irã que é urgente implementar o Acordo de Salvaguardas do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e que sua aplicação não pode ser suspensa sob nenhuma circunstância.
A AIEA não obteve acesso aos locais nucleares atingidos por Israel e os Estados Unidos em junho passado. Além disso, Israel não forneceu à AIEA informações sobre o destino de estoques de urânio pouco e altamente enriquecido (HEU e LEU), incluindo material com pureza de até 60%. A agência considerou a falta de acesso por quase um ano um motivo de preocupação com a proliferação.
A ausência de supervisão prolongada leva à perda de controle sobre o material nuclear declarado. A AIEA afirmou que a perda da “continuidade do conhecimento” sobre o material em instalações afetadas no Irã precisa ser tratada com máxima urgência.


