A União Europeia aprovou um pacote de ajuda de 100 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 585 milhões, para o Exército libanês. A medida busca dar suporte à manutenção do cessar-fogo na região e reforçar o controle militar no sul do país.
A chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, defendeu a iniciativa, afirmando que fortalecer o Estado libanês é a melhor forma de mitigar a ameaça representada pelo Hezbollah. O Líbano enfrenta uma crise de colapso econômico, e as Forças Armadas locais declaram não possuir os recursos financeiros e equipamentos necessários para exercer domínio total sobre o território ao sul.
O repasse financeiro ocorre em um contexto de alta instabilidade regional. Embora governos do Líbano e de Israel tenham acordado um cessar-fogo em 3 de junho de 2026, forças israelenses lançaram ataques contra combatentes do Hezbollah poucas horas após o acerto. O grupo extremista, apoiado pelo Irã, não faz parte do pacto.
Em um acordo anterior, firmado em novembro de 2024, o governo libanês se comprometeu a fiscalizar as movimentações do grupo extremista ao sul do rio Litani, prometendo delegar aos militares libaneses a tarefa de desarmar a organização.


