A Justiça da Colômbia proibiu o candidato Abelardo de la Espriella, de 47 anos, de usar o uniforme da seleção nacional em atos de sua campanha eleitoral. A decisão, que vale a partir de 4 de junho de 2026, impede que ele use a camisa como símbolo de seu partido ou imagem pessoal em espaços públicos.
A juíza Aura Luz Forero determinou que Espriella não utilize a camisa da seleção colombiana como identificador de sua campanha ou imagem pessoal em qualquer meio, incluindo redes sociais e entrevistas a veículos de comunicação. A medida atende a reclamações da esquerda, liderada por Iván Cepeda, que disputa o segundo turno presidencial com o empresário de direita.
O adversário de Espriella acusa-o de se apropriar do símbolo nacional, especialmente às vésperas do início da Copa do Mundo. Segundo a juíza, o uso do uniforme “cria uma identificação da seleção com uma candidatura específica e compromete a neutralidade dos símbolos nacionais”.
Espriella, que foi o candidato mais votado no primeiro turno, baseia seu discurso em admiração por líderes como Donald Trump e Javier Milei. Ele vinha usando a camiseta em eventos desde o primeiro turno, prática comum entre a direita no país.


