Israel e Hezbollah retomaram a troca de ataques no sul do Líbano um dia após o anúncio de uma trégua. Os combates ocorreram horas depois do cessar-fogo ser declarado em Washington, apesar do acordo negociado com mediação dos Estados Unidos.
Imagens da cidade de Marjayoun mostram fumaça e explosões em áreas atingidas por bombardeios israelenses. Em Debbine, perto da fronteira, a destruição de ruas e prédios evidencia a intensidade dos confrontos. O acordo de trégua determina a retirada dos combatentes do Hezbollah das regiões próximas à fronteira, estabelecendo zonas de segurança.
Daniel Holler, Chefe de Gabinete do Departamento de Estado dos EUA, afirmou que “o exercito libanês terá controle total desses territórios com a exclusão de todos os atores não-estatais”. Contudo, o Hezbollah rejeitou o pacto e exigiu a retirada das tropas israelenses do sul do território libanês.
A Guarda Revolucionária do Irã, que apoia o grupo extremista, fez a mesma exigência. O regime iraniano declarou que uma trégua no Líbano é condição para negociar um acordo de paz com os Estados Unidos. Mojtaba Khamenei, líder supremo iraniano, emitiu mensagem criticando tentativas de criar divisões internas.
O governo americano busca reduzir a escalada regional para facilitar negociações com o Irã. Internamente, o presidente dos EUA enfrenta pressão, pois a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode obrigar o mandatário a encerrar uma eventual guerra com o Irã.


