Os registros da agenda oficial do presidente Lula mostram que ele não teve despachos privados com deputados ou senadores neste ano, gerando críticas de parlamentares sobre o distanciamento com o Legislativo. Os encontros com o Congresso diminuíram em relação a 2024, quando foram dez reuniões reservadas.
A relação entre o presidente e o Congresso Nacional tem minguado, segundo os registros. No primeiro ano de mandato, Lula recebeu deputados dezessete vezes e senadores oito vezes. Este ano, o presidente não teve reuniões com prefeitos ou ministros do Judiciário, exceto quatro com governadores em abril.
Em paralelo, a ‘Lei da Reciprocidade’, iniciativa do governo, prevê um processo burocrático para responder a tarifas impostas em 2025 pelo governo Donaldo Trump. A lei estabelece um comitê de quatro ministros para avaliar a taxação e consultas diplomáticas pelo Itamaraty.
Outros temas incluem a fila do INSS, que o presidente informou ter reduzido de 3,1 milhões para 2,2 milhões, e a retomada de convênios, alertada por um deputado. Um projeto de lei para limitar cargos comissionados acumula mais de seis mil assinaturas, necessitando de vinte mil até o dia 9 de junho para avançar.


