O governo brasileiro busca reforçar a cooperação com os Estados Unidos para contestar a classificação de facções como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. A medida, anunciada após reunião de um representante brasileiro com autoridades americanas, visa manter o diálogo bilateral sobre o combate ao crime organizado.
A designação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), realizada pelo secretário de Estado americano, torna ilegal fornecer apoio material a grupos estrangeiros sob a jurisdição dos EUA. Avaliações internas indicam que a revisão dessa decisão pelos americanos é improvável no curto prazo, mas a orientação é insistir no discurso de combate ao crime organizado.
Aliados do presidente defendem o reforço de acordos de cooperação já estabelecidos com os EUA e outras nações. O Ministério da Justiça e Segurança Pública realiza levantamentos normativos para apresentar ao chefe do Executivo, buscando aperfeiçoar os canais de diálogo internacional. Em abril, por exemplo, foi firmado um acordo entre a Receita e o U.S Customs and Border Protection (CBP) para combater o crime transnacional.
Técnicos do Ministério da Justiça apontam que a sobreposição de atribuições entre órgãos americanos, como FBI e CIA, gera incerteza sobre a mudança no eixo de diálogo. O governo também deve reforçar o ataque ao “andar de cima” do crime organizado, tema abordado publicamente pelo presidente.


