Haiti, Marrocos e Escócia chegam à Copa do Mundo com fases de instabilidade, apesar de vencerem amistosos pré-torneio. A Escócia perdeu um jogador importante por lesão; o Marrocos conta com um técnico recém-promovido; e o Haiti lida com problemas de segurança e logística.
A Escócia, que venceu a Curaçao por 4 a 1 no último sábado, viu um meio-campista de 24 anos sofrer lesão no joelho. O jogador, que representava o Napoli, teve que ser cortado da equipe. O técnico Steve Clarke convocou Tyler Fletcher, promessa de 19 anos do Manchester United. O atleta lesionado disse: “Não tenho palavras. Estava tão perto de realizar um sonho de infância, que era jogar uma Copa do Mundo, e agora isso foi tirado de mim por causa de uma lesão. É difícil processar tudo isso”.
O Marrocos, tecnicamente forte, enfrenta um período de transição no comando técnico. Mohamed Ouahbi, promovido há três meses, substitui o antecessor após a Copa Africana das Nações. Ouahbi registrou vitórias contra Paraguai, Burundi e Madagascar, além de um empate com o Equador. Ele brincou no mês passado: “Só porque estamos jogando contra o Brasil não significa que vamos passar o tempo todo defendendo.”
A situação do Haiti é marcada por desafios graves. Sob comando de Sébastien Migne, o técnico francês teve que mandar jogos em Curaçao durante as eliminatórias devido à violência em Porto Príncipe. Migne declarou que “É muito perigoso”. O país também teve dificuldades em convencer jogadores, como Odsonne Edouard, que recusou a convocação, afirmando que precisava conquistar o título.


