A Marcha para Jesus, maior evento evangélico do país, foi palco em São Paulo de um embate político entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula. O senador associou o governo petista ao “mundo do mal” do alto de um carro de som, enquanto Lula justificou sua ausência, alegando não querer usar a religião para fins políticos.
Apesar da promessa da organização de vetar manifestações políticas, o evento concentrou tensões ideológicas. Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto, declarou que a disputa política é uma “guerra espiritual” contra o “mundo do mal”. O senador dividiu trio elétrico com o ministro Jorge Messias, que representou o presidente Lula.
Lula, por sua vez, explicou sua ausência em ligação telefônica com o organizador, apóstolo Estevam Hernandes. O presidente afirmou que não participa de celebrações religiosas em época de eleição para não “passar a ideia de que estou tentando ter proveito político de uma coisa sagrada”.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, criticou publicamente o senador durante o percurso, dizendo que o evento “não é dia de comício”. O evento reuniu 33,8 mil pessoas, segundo estimativa de monitoramento, embora os organizadores tenham divulgado um número de 2 milhões de participantes.


